Deus Não Está com Pressa

No Salmo 13, vemos Davi derramando seu coração a Deus em meio a um momento de ansiedade e profunda angústia. Suas emoções intensas pintam um quadro que prende sua atenção, a ponto de ele não conseguir ver nada além dos seus problemas e, por isso, por quatro vezes clamar: “Até quando?”, ou: Até quando se sentiria esquecido e abandonado, teria suas emoções como conselheiras e veria seus inimigos prevalecerem?

No entanto, ao fim do salmo, vemos uma mudança: apesar de as circunstâncias permanecerem as mesmas, Davi lembra-se da graça, do amor pactual que Deus havia declarado a ele, e então alegra-se com a confiança renovada. Davi olha para fora do quadro, para fora de si, e encontra Àquele que sempre esteve presente.

Que nós, da mesma maneira, nos lembremos de que a ansiedade nos governará somente enquanto não olharmos para a Cruz, onde Cristo, o Senhor do tempo, já venceu todas as coisas e pagou o preço da nossa vergonha. Lá encontramos graça, no Deus que nunca muda. Que, mais uma vez, a nossa confiança seja depositada em Cristo, Senhor nosso e de todas as coisas, e que Nele encontremos descanso.

Ao mestre de canto. Salmo de Davi
¹ Até quando, Senhor, te esquecerás de mim? Será para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto?
² Até quando estarei relutando em minha alma, com tristeza no coração cada dia? Até quando o meu inimigo se exaltará sobre mim?
³ Olha para mim e responde-me, Senhor, meu Deus! Ilumina os meus olhos, para que eu não durma o sono da morte;
⁴ para que o meu inimigo não diga: “Prevaleci contra ele”; e não se alegrem os meus adversários, se eu for abalado.
⁵ Quanto a mim, confio na tua graça; que o meu coração se alegre na tua salvação.
⁶ Cantarei ao Senhor, porque ele me tem feito muito bem.

Salmos 13:1-6 | NAA

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